O Banco Central definiu a meta para a taxa Selic, a partir de 22 de janeiro deste ano. Em reunião realizada ontem pelo Comitê de Política Monetária, a Selic/2015 passa a vigorar com uma alíquota de 12,25% ao ano.

Para a definição da meta, o Comitê avaliou o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação e decidiu, por unanimidade, elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,25 % ao ano, sem viés. O grupo deverá se reunir novamente no dia 3 de março para apresentações técnicas e, no dia seguinte, deliberar sobre diretrizes de política monetária.

A taxa dos bancos

A Selic é uma taxa de juros correspondente à taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais. É um instrumento de política monetária utilizada pelo Banco Central, com a finalidade de alcançar a meta das taxas de juros.

Segundo informações do Banco Central, a Selic é apurada pelo “cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas.”

As operações compromissadas são aquelas que se referem à venda de títulos com compromisso de recompra pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Essas operações são realizadas essencialmente por instituições financeiras.

A taxa Selic também é conhecida com “Taxa Básica” e corresponde à taxa de financiamento interbancário para operações de um dia. Ela define o custo do dinheiro baseado na remuneração dos títulos públicos.

A Selic exprime o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos. As instituições financeiras que pretendem realizar empréstimos de outros bancos ofertam os títulos públicos como garantia, com o objetivo de reduzir o risco.