Na busca por um padrão ético de conduta das empresas que contratam com a Administração Pública, a Controladoria-Geral da UniãoCGU – apresentou o “Programa de Integridade: diretrizes para empresas privadas”. A estratégia é resultado da efetivação da Lei Anticorrupção, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2013.

A secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da CGU, Patrícia Audi, defende a eficiência do Programa. “Programas de integridade são importantes por isso: porque desenvolvem o entendimento de que, caso esse comportamento não seja cumprido, haverá sanções, haverá punições e até demissões”, explicou.

A implementação de programas de integridade pode levar à atenuação das penas em caso de constatação de irregularidades nas atividades empresariais. “O que nós determinamos é que aquela empresa que tenha um programa de integridade pode ter essa multa diminuída entre 1% e 4% do seu faturamento bruto”, afirma a secretária.

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CGU utiliza os cinco pilares como orientação para as empresas na implementação dos programas

Pilares do Programa de Integridade

A CGU apresenta também, como forma de orientação dos empresários, os cinco pilares de um programa de integridade. São eles: comprometimento e apoio da alta direção; definição de instância responsável; análise de perfil e riscos; estruturação das regras e instrumentos; e estratégias de monitoramento contínuo.

Segundo o ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, a Lei Anticorrupção trouxe importantes reflexões sobre a responsabilidade das empresas na luta contra a corrupção. “Mais do que evitar possíveis penalidades, as empresas devem perceber que investir em integridade é bom para o próprio negócio. Pensar em um ambiente de negócios íntegro possibilita evoluir para um mercado em que características éticas das empresas tornam-se um diferencial no mundo corporativo”, explica