Aprimorar a atuação estratégica da área de recursos humanos na esfera pública é um dever contínuo frente às mudanças do mundo contemporâneo, de modo a agregar valor à missão organizacional. A criação dos comitês de gestão de pessoas são órgãos multidisciplinares e que facilitam policias motivacionais e servem para que se dê um passo a mais nesta área.

Fica clara a necessidade de acompanhamento das atividades e mudanças que ocorrem nas organizações para que haja suporte e consistência aos processos de transformação existentes nas instituições e gere condições para a concretização de uma gestão de pessoas descentralizada, integrada e compartilhada.

Acrescenta-se ao cenário que a constatação de pessoas que não estão treinadas para oferecer serviços de qualidade aumenta o número de reclamações dos cidadãos/usuários sobre o mau atendimento. Diante disso se pressupõe que essa deficiência no atendimento advém, em alguns casos, do fato de não conter na Administração Pública, um sistema de gestão de pessoas eficiente e que por meio de treinamentos e desenvolvimentos alcance os melhores resultados que satisfaçam aos usuários.

Após levantamento realizado pelo Tribunal de Contas da União foi constatado que a situação da governança na Administração Pública Federal não é adequada.  Na maior parte do governo federal, parece haver deficiência na profissionalização e, na maioria dos casos, as atividades típicas de departamento de pessoal aparentam ser bem administradas, mas a gestão estratégica de pessoas mostra-se rudimentar por fim recomendou no Acórdão nº 3023/20131 a instituição de Comitês.

A Presidência da República publicou nesta sexta-feira o estabelecimento do Comitê estratégico2 ante a ausência de instrumentos e de sistema de gestão de pessoas que possibilita a integração das diversas ações de recursos humanos, uma vez que tentativas anteriores de estabelecê-los falharam.

Por meio deste instrumento se espera que se alinhe a gestão de pessoas de maneira estratégica as organizações públicas, de modo a contribuir para seu desenvolvimento e aperfeiçoamento. Entre as competências do comitê, destaca-se a de propor políticas e diretrizes de gestão, elaborar o Plano Estratégico, avaliar a gestão de pessoas, buscando a efetividade de seus resultados para o desempenho organizacional, atuar como instância consultiva dos órgãos da Presidência da República.

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1 TCU. Processo TC nº 022.577/2012-2. Acórdão nº 3023/2013 – Plenário. Relator: Ministro Marcos Bemquerer.

2 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Secretaria-Geral. Portaria nº 34, de 6 de novembro de 2014. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 nov. 2014. Seção 1, p. 01-02.