Os fatos são assustadores. O Brasil passa por uma crise de confiança em diversos setores da iniciativa pública com indícios dela já ter atingido suficientemente a área privada. Os escândalos ocorridos no âmbito da Petrobras engendraram prejuízos aos cofres públicos jamais vistos pela população, que nem mesmo o Mensalão pôde alcançar.

No Distrito Federal, os jornais noticiam uma ineficácia generalizada na gestão dos serviços públicos pelo Governo local. As principais vias de Brasília foram fechadas por servidores públicos da saúde, da educação e do transporte que não receberam seus salários, o décimo terceiro e outros benefícios. Serviços públicos básicos estão parados por greves deflagradas em diversos setores. Os gastos do Governo do DF superaram a arrecadação e o Governo não tem com arcar com seus compromissos.

No setor privado, investidores são tomados pela insegurança e demonstram resistência em relação ao quadro econômico brasileiro.

Diante de tantas atribulações, quase não se chega afirmar que o país tem chance. Pela opinião comum, o ano que se aproxima será o ano das restrições, da imposição de limites e da economia. Com isso, a crença é de que as compras públicas deverão perder força e as concorrências nas licitações serão acirradas.

Os governos das três esferas deverão ser zelosos, preocupados e inquietos com os recursos públicos e, com isso, medidas de controle mais eficazes deverão ser realizadas nas empresas e em órgãos governamentais.

Por outro lado, em uma percepção otimista, todo esse quadro desastroso não deve impactar as empresas e setores de iniciativas bem intencionadas. A concorrência deverá ser considerada uma aliada e não motivo para falcatruas. Uma possível queda de ganhos deverá ser a razão para a realização de um trabalho de excelência, que retrate o sucesso exclusivamente pela eficiência e não pela efetividade de contratos que pretendem beneficiar aquele que não consegue se firmar no mercado.

O futuro dependerá das empresas, e por que não dizer dos setores governamentais, que possuem visão. Visão que direciona a eficácia dos negócios por meio da captação de oportunidades em meio às crises.