É muito comum os meios de comunicação flagrarem situações de abuso no trânsito.

Na manhã deste último dia de 2015, alguns agentes do DETRAN/DF deram uma demonstração de pouca civilidade, em frente ao Pontão do Lago Sul.

Sim, antes da arbitrariedade de “cumprir as normas de trânsito”, a administração pública brasileira deveria dar muito treinamento de civilidade a seus agentes públicos.

Há pouco tempo, filmaram agentes de trânsito tentando multar motorista de van do próprio órgão por dirigir sem cinto, em suposta retaliação após não conseguirem carona no veículo exclusivo para os servidores. Á época, o diretor-geral do departamento, Jayme Amorim, prometeu apurar, conforme noticiou o Portal R7. Não apurar, poderia ser considerado condescendência criminosa. Não se tem notícia mais sobre o fato.

O respeito que a iniciativa privada demonstra a seus clientes, pois somente existe por essa razão – ter clientes, o Estado brasileiro, na sua arrogância natural, parecer não precisar de seus cidadãos.

A situação mostrada nas fotos não ocasionou maiores transtornos, porque em época de final de ano, o trânsito é tranquilo. Pode também ser resultado de uma ação administrativa sem planejamento, mas o ideal seria sempre que um agente público for realizar seu trabalho, pensar no conforto, na comodidade e, principalmente, no direito dos cidadãos de usufruírem as pistas que pagam com seus tributos, sem serem admoestados pelos inconvenientes.

Sim, veja a descoberta do “ovo de Colombo”: quem paga pela infraestrutura pública são os cidadãos. Até as luxuosas camionetes que os agentes trafegam são de dinheiro nosso.

Veja que as fotos mostram um caminhão e um veículo de fiscalização do DETRAN/DF interrompendo uma pista para descarregar materiais, quando, sem dúvida alguma, poderiam ter estacionado no acostamento ou do outro lado do canteiro, onde há uma pista de desaceleração. Sem causar nenhum transtorno aos cidadãos, nem risco de acidentes.

A interpretação mais deprimente desse fato, pouco relevante, é que essa nova geração de agentes demonstra, com essa simples ação, quase ou nenhuma noção de civilidade – de respeito ao contribuinte que os remunera e os seus gestores, que podem até conhecer de legislação de trânsito, a ineficiência nas suas funções.