Diagnóstico Operacional no âmbito da Administração Pública – experiência no DF

por J. U. Jacoby Fernandes

A gestão pública conta com um conjunto de peculiaridades que exige do gestor um trabalho especializado para tratar das ações a serem empreendidas no seio da Administração. Há algumas experiências realizadas pela iniciativa privada que,  adaptadas corretamente, podem ser utilizadas para o aperfeiçoamento da gestão pública. O diagnóstico operacional é uma dessas atividades capazes de promover uma melhor visão do ambiente de um determinado órgão público a partir de parâmetros definidos.

Buscando as vantagens desse instrumento, a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal instituiu a prática contínua de realização de Diagnóstico Organizacional. A portaria que trata do tema detalha que o diagnóstico organizacional tem como objetivo geral alcançar uma visão integrada e articulada da Secretaria e dos servidores, resultando em maior agilidade na identificação das oportunidades de melhorias, melhor direcionamento das ações e maior integração entre as áreas e os servidores. A norma prevê:

Art. 2º […].

Parágrafo único. Os objetivos específicos do diagnóstico organizacional são:

I – identificar as percepções ligadas a aspectos particulares do trabalho, partilhadas pelos servidores;

II – detectar a percepção e interpretação comuns das dimensões das atividades, do ambiente e das políticas e práticas que caracterizam a Secretaria;

III – conhecer a dinâmica organizacional da Secretaria;

IV – identificar as oportunidades de melhoria e os pontos fortes da Secretaria;

V – destacar as oportunidades de melhoria nas cinco dimensões de saúde: física, social, profissional, intelectual e espiritual;

VI – propor, conforme avaliação dos dados, possíveis mudanças que maximizem os resultados e a sustentabilidade da Secretaria;

VII – maximizar processos de promoção de saúde, prevenção de doenças e redução de agravo;

VIII – tornar a SEPLAG um lugar ainda melhor para se trabalhar;1

A norma prevê a realização do diagnóstico a cada dois anos, por meio da realização de pesquisa de clima organizacional e pesquisa de saúde, além de outras medidas do comportamento organizacional julgadas pertinentes. Uma vez diagnosticados os elementos nocivos ao bem estar dos servidores, caberá à Gerência de Programas Estratégicos de Gestão de Pessoas, a elaboração, a realização, e a implementação das ações oriundas das oportunidades de melhoria encontradas.

A medida é parte de uma tendência na Administração de buscar valorizar o servidor público, principal instrumento da efetivação das políticas públicas no país. As ações estão acontecendo em todas as esferas da federação. Basta mencionar a portaria2 publicada pelo Ministério do Planejamento, por meio de sua Secretaria de Gestão, para a promoção da educação para a aposentadoria dos servidores públicos. A norma foi tratada nesta coluna no dia 26 de novembro deste ano.

A norma prevê que os órgãos e entidades deverão planejar e reservar os meios e os recursos necessários para viabilizar e garantir a realização das ações de promoção da educação para aposentadoria, com recursos próprios previstos no plano orçamentário. Mais uma prática humanitária de cuidado com o bem estar dos servidores públicos.

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1 DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão. Subsecretaria de Administração Geral. Portaria nº 530, de 27 de novembro de 2018. Diário Oficial do Distrito Federal, Brasília, DF, 03 dez. 2018. Seção 1, p. 02.

2 MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO. Secretaria de Gestão de Pessoas. Portaria nº 12, de 20 de novembro de 2018. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 21 nov. 2018. Seção 1, p. 161.