Antes da aprovação de seu nome no Plenário do Senado, Vital do Rêgo (PMDB), passou por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos – CAE, onde obteve votos favoráveis de todos os 25 senadores presentes. Ele respondeu a indagações de 21 senadores. Defendeu a modernização da legislação sobre licitações e contratos administrativos (Lei nº 8.666/1993), para a exclusão de gargalos e amarras no processo.

O parlamentar apoiou o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC, instituído pela Lei nº 12.462/2011 para licitações na Copa, nos Jogos Olímpicos de 2016, nas obras dos aeroportos das capitais e nas ações do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. Para Vital, a inversão de fases introduzida pelo RDC é um avanço. Por esse procedimento, primeiramente a administração analisa as propostas para depois examinar a documentação apenas das empresas vencedoras. Mas manifestou reservas quanto à contratação integrada, também introduzida pelo RDC.

Nesse regime, o governo transfere para as empresas responsáveis pelas obras a elaboração de projetos, eliminando uma etapa que antes era de responsabilidade dos entes públicos. Nesse caso, as empreiteiras vencedoras também ficam com a responsabilidade de arcar com eventuais aumentos de custos decorrentes de erros de projeto e atrasos. Vital apoiou o controle externo sobre as cortes de contas, a exemplo do que acontece nas instâncias do Poder Judiciário. Lembrou que, como deputado federal, apresentou a Proposta de Emenda à Constituição nº 28/2007, que cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas, com essa finalidade.