As vezes é necessário refletir um pouco mais além do texto das normas. Ato normativo publicado hoje, 7, pelo Ministério da Justiça, prorroga o emprego do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública no estado do Goiás.

A justificativa para esse aumento de permanência é a atuação em caráter episódico e planejado, para apoiar, logisticamente, os órgãos de segurança pública estatais nas ações de elucidação dos crimes cometidos no referido estado.

Desta prorrogação pode-se fazer algumas interpretações. A primeira é que o estado do Goiás carece, cronicamente, de planejamento administrativo, pois há muitos anos já existe como ente federado organizado e tem problemas rotineiros com a falta de policiamento. Ou há a ausência de contratação de um efetivo adequado para atender o estado, ou pode haver realmente falta de planejamento. Ou, ainda, ausência de recursos para contratação de pessoal.

Outra interpretação que se pode ter desse fato é que, cada vez mais, o Governo Federal centraliza as arrecadações, reduzindo a parcela dos tributos destinada aos estados e municípios. Quer dizer, a cada dia se arrecada mais com contribuições sociais e menos com impostos, sendo as contribuições sociais auferidas diretamente pela União e os tributos entram na cota de participação dos estados e municípios. Ou seja, cada vez mais, o poderio financeiro da União é maior em detrimento dos estados, causando uma dependência financeira que aumenta gradativamente. Por isso, fatos como esse relatado na  Portaria nº 3.416, de 6 de novembro de 2013 publicada no Diário Oficial de hoje, 7.

Com a palavra o governador de Goiás, Marconi Perillo, sedento para se reeleger, que transformou seu estado em um canteiro de obras mas, ao que parece, esqueceu de lidar com as questões de segurança pública.