O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR), e a deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS) anunciaram na segunda-feira, 30 de junho, a formação de uma aliança para disputa do Palácio do Buriti. Arruda será o candidato principal e terá Pedrosa como sua vice para as eleições a serem realizada em outubro de 2014. Até então, Eliana Pedrosa declarava-se como candidata ao governo do DF, porém sem contar com o apoio de nenhuma outra legenda.

José Roberto Arruda lidera as pesquisas de opinião de voto no Distrito Federal. Na mais recente, ele liderava com 28% contra 14% do atual governador, o petista Agnelo Queiroz. Já Eliana Pedrosa aparecia em quarto lugar nas pesquisas, atrás de ambos e de Toninho do Psol, empatada com o atual senador Rodrigo Rolemberg.

A composição é considerada forte, já que aglutina diversos partidos e nomes conhecidos do cenário candango, entre os quais estão o ex-senador Luiz Estevão, a família Roriz e o ex-deputado Alberto Fraga. A aliança terá, ainda, o senador Gim Argello – o qual terá Weslian Roriz como suplente – na tentativa da reeleição. A esperança é que Eliana Pedrosa traga seus atuais 6% de preferência do eleitorado para a candidatura de Arruda, o que poderia fazê-lo ganhar já no primeiro turno.

Flagrado em gravações divulgadas pelo ex-gestor Durval Barbosa, Arruda foi preso e teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal por infidelidade partidária. Ele deixou o DEM no auge do escândalo.

Sem condenação

Apesar de ter sido condenado em primeira instância, Arruda não possui impedimento para disputar as eleições. Isso porque ele recorreu da decisão e ainda falta o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ. Segundo a chamada Lei da Ficha Limpa, apenas pessoas condenadas por colegiados, sem possibilidade de recurso, tem a sua elegibilidade restringida. A cassação por infidelidade partidária também não é impedimento legal para disputa do pleito.