Com informações da XP Investimentos

Assim como em 2013, o reforço fiscal de 2014 contará com vultuosas receitas extraordinárias. No ano passado o superávit primário foi incrementado pelos R$ 35 bilhões oriundos do leilão do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, e dos parcelamentos tributários. Para o ano das eleições, a história vai se repetir.

A salvação deverá vir novamente do pré-sal e também dos leilões de novas concessões, principalmente do setor telecomunicações. Na área petrolífera, técnicos do governo reavaliam o contrato de cessão onerosa firmado em 2009, no qual a União entregou áreas do pré-sal à Petrobras, para que a estatal explorasse até 5 bilhões de barris e conseguisse capitalizar a empresa. Com a escalada do preço do petróleo e do dólar no período, foi criada uma diferença expressiva de valores que precisarão ser restituídos aos cofres da União. Além disso, apenas no campo de Franco há reservas estimadas em até 12 milhões de barris. Por isso, no fechamento dessas contas, até setembro de 2014, o governo pode cobrar ajustes no contrato da Petrobras, o que poderia reforçar o caixa do Tesouro Nacional, desde que não comprometesse o caixa da estatal.

Já no setor das telecomunicações, o destaque é para os R$ 6,1 bilhões estimados com o leilão da frequência de 700 MHz, destinada à rede 4G. As empresas estão em polvorosa para começarem a operar com a nova tecnologia, que promete melhorar a qualidade da internet móvel no país. As redes 4G possuem sinal mais denso, permitindo 5 ou 6 vezes mais usuários simultaneamente conectados do que o 3G – além, é claro, de maior velocidade de conexão, já que os dados são conduzidos por fibra ótica até as antena de distribuição.

Comentários do CAB: O ano de 2014, tão falado devido aos inúmeros eventos que ocorrerão no país, começa a dar sinais de que poderá ser um ano de comemoração para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pode ser o ano do “pibão” de 3,2%, se a presidenta Dilma ordenar o processo de retirada dos incentivos fiscais concedidos a diversos setores no último ano, ou um do “pibinho” de 2,00% – já descontadas todas as desonerações e investimentos.