O Ministério do Planejamento, Gestão e Orçamento – MPOG disponibilizou, na última sexta-feira, a versão Linux da Suíte VLibras. O programa é um tradutor de conteúdo digital para a Língua Brasileira de Sinais – Libras. O software livre apresenta um dicionário de 3.119 códigos nas duas versões.

A nova versão chega para uma plataforma digital gratuita e com código aberto, que permite alterações e aprimoramentos no programa.

Solução gratuita

O programa tem como finalidade reduzir barreiras de comunicação e ampliar o acesso à informação de milhões de pessoas portadoras de deficiência auditiva do Brasil que possuem a Língua Brasileira de Sinais.

A SuiteVLibras, é uma solução de informática  composta por um conjunto de ferramentas: VLibras-Desktop, VLibras-Plugin, VLibras-Video e WikiLibras. O software, que tem previsão de lançamento de sua versão oficial para 2016, é capaz de traduzir, do português para o Libras, conteúdos disponibilizados por sites da Administração Pública em áudio, vídeo ou texto. O sistema é comporto por oito a dez mil sinais. Sua primeira versão ainda está sendo testada e encontra-se disponível no link da solução.

O programa lê a página e realiza os sinais para que os surdos compreendam.
O software traduz páginas do governo para a linguagem de sinais.

Em maio deste ano, o Ministério do Planejamento já tinha disponibilizado a versão para Windows do programa tradutor. Nesta oportunidade, a ferramenta continha 2.500 sinais.

Libras: Linguagem brasileira de sinais

A língua brasileira de sinais é usada pela grande maioria dos surdos da população brasileira. Como as diversas línguas existentes, ela é composta de morfologia, semântica, sintaxe e fonologia. Desta forma, para se comunicar em Libras é necessário conhecer os sinais, mas também saber a sua gramática.

A comunicação em Libras é realizada não só por meio dos sinais, mas também por intermédio de expressões corporais que transmitem ao ouvinte os sentimentos.

Apesar da sua importância, somente em 2002 a língua brasileira de sinais foi oficialmente reconhecida e aceita como segunda língua oficial brasileira, por meio da Lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Em 2005, o Decreto nº 5.626 regulamentou a língua como disciplina curricular.