Foi anunciada, nesta semana, visita à obra do Aeroporto Internacional Pinto Martins, localizado em Fortaleza – CE, pelo ministro do Tribunal de Contas da União – TCU, Valmir Campelo. Em que pese ser relator dos processos relacionados à obra da Copa e, portanto, presidir o processo que trata das obras de reforma e de ampliação do referido aeroporto, uma visita não tem o condão de colher elementos técnicos para decidir um processo, o que deve ser realizado por meio de análise técnica dos auditores do tribunal, in loco, e pelo exame de planilhas.
Comentários do CAB: Questionado sobre o assunto, o advogado especialista em licitações Jaques Reolon entende que a vistoria é um elemento de convicção importante nos processos de fiscalização. Segundo Reolon,  “é elogiável a iniciativa do ministro de ir pessoalmente ao canteiro de obras”.
Tanto no âmbito do Controle Externo, quanto no Judiciário, os ministros ou juízes detém a prerrogativa de realizar diligências no local do fato, pois presidem o processo e devem decidir conhecendo a realidade da situação. É muito comum as palavras escritas em processos não refletirem toda a complexidade de uma obra e, por vezes, ocasionarem decisões desalinhadas dos fatos reais. Por isso,  na visão de Jaques Reolon, todo o julgador deveria ter conduta semelhante a do ministro, mas não o fazem porque infelizmente não há tempo, ante sua rotina diária assoberbada.