Do portal G1

Comissão faz comparação de custos há 20 anos em escola de Campinas. Segundo comerciantes, aumento médio de preço deve ser de 5% neste ano.

A preocupação com a compra de materiais escolares começa antes mesmo que o próximo ano letivo se inicie. Segundo donos de papelarias, os itens devem custar, em média, 5% mais caros do que no ano passado. Neste sentido, pais da Escola Comunitária de Campinas/SP criaram uma comissão para pesquisar e comparar preços com o objetivo de encontrar as melhores condições.

A “licitação” existe há 20 anos e, segundo a coordenadora do processo, Cláudia Serrano, a economia feita com pesquisa pode chegar a 30%. “No dia marcado a gente recebe as papelarias na escola e abre os envelopes na presença deles, com a presença também de um responsável pela escola. Vence quem tem o menor preço”, explica.

Para Roberto D’ávilla, que preside a Brasiles, grupo de proprietários de papelarias com negócios feitos em São Paulo, a comparação antecipada de preços faz a diferença. “A antecipação da compra, que você consegue refletir melhor o que você vai comprar, e ter a tranquilidade de ser bem atendido, poder negociar uma condição melhor de pagamento”, pontua D’avila. Segundo a pedagoga Dora Megid, a substituição de materias básicos desatrelados de marcas pode ser uma alternativa.

Variação

Apesar da lista de comparação de preços do Procon ainda não ter sido divulgada, o Bom Dia Cidade, da EPTV encontrou diferença de valores entre os produtos. Nas lojas percorridas, o preço de uma mochila varia entre R$ 40 a R$ 234, um caderno de capa dura com 300 folhas custa de R$ 10 a R$ 14,50. Uma lapiseira entre R$ 2,60 a R$ 25 e uma caixa de lápis de cor pode variar de R$ 3 a R$ 15, por exemplo. De acordo com o Procon, as escolas estão proibidas de pedir nas listas de materias produtos de higiene, limpeza, para uso em laboratórios, e para área administrativa.