O ano de 2013 foi recheado de cortes orçamentários. Desde a publicação do Decreto nº 8.056/2013, os cortes orçamentários assolaram as finanças dos órgãos e entidades da Administração Pública.

Muitas repactuações para diminuir o escopo ou o valor dos contratos firmados foram feitas e contratos foram rescindidos. Essa foi a principal diretriz fixada para conter a dívida pública e aumentar o superávit primário do governo.

Hoje, pode-se ter uma amostra do redirecionamento de parte dos recursos arrecadados pelo Estado para custear o serviço da dívida pública interna brasileira.

A Portaria nº 224/2013, da Secretaria de Orçamento Federal, considerando a frustração na arrecadação da fonte 197 – Dividendos da União, que ora financia a amortização da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna, modificou esta fonte de recursos para a fonte 188 – Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional, atualmente alocada em programação relacionada a um passivo contingente que possivelmente não ocorrerá neste exercício, no atendimento da referida despesa, a fim de não prejudicar sua execução.

Com isso, R$ 22 bilhões de reais foram realocados para o pagamento de juros e amortizações do serviço da dívida, que hoje monta em aproximadamente R$ 1,93 trilhão.