Em ano de arrocho financeiro, o Governo Federal reduziu os gastos em diversos programas de governo, promoveu mudanças nos direitos trabalhistas e está pressionando estados e municípios para que paguem as dívidas. Nenhum ministério, no entanto, sofreu tanto com os cortes quanto o da Educação.

Somente no orçamento educacional o corte foi de 85% do montante de 2014 – caiu de R$ 2,12 bilhões nos três primeiros meses de 2014 para R$ 317 milhões no ano corrente. O levantamento foi elaborado pela assessoria do PSDB, por recomendação do senador Aécio Neves (PSDB-MG). No total, houve uma redução de investimento de 55% dos gastos em relação ao ano passado. O estudo foi feito com dados disponibilizados no Sistema de Acompanhamento de Gastos Federais – Siafi.

Os oposicionistas criticam o fato de a presidente Dilma Rousseff não estar dando o exemplo, já que sequer cortou o número de ministérios nem o orçamento destinado a gastos administrativos. Ou seja, o número de servidores, principalmente nos cargos de confiança, continua intacto. Os programas de concessão de bolsas e de financiamentos, como o Ciência Sem Fronteiras e o FIES, estão com repasses atrasados e, portanto, impedindo a concretização do sonho de milhares de estudantes que querem estudar fora do país ou apenas ingressar nas caríssimas faculdades particulares.

Parece que, pelo menos em 2015, a presidente reeleita não conseguirá cumprir o seu tão comemorado slogan: Brasil – Pátria Educadora.