por Alveni Lisboa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, elencou ontem, 2, durante a cerimônia de posse no cargo, algumas das pautas que pretende tratar nos próximos meses. Segundo Guedes, ele seguirá a linha de uma democracia liberal, classificada por ele como “centro-direita”, e contrário à política social-democrata que esteve afrente do país nos últimos 30 anos. Na economia, a agenda será liberal e fundada em cinco principais pilares: reforma da Previdência, privatizações, simplificação tributária, descentralização das receitas da União para os Estados e municípios e abertura comercial.

Sem meias palavras, o ministro foi enfático ao tratar dos principais problemas vivenciados pelo Brasil nos últimos anos. “Não foi para o micro crédito que os bancos públicos se perderam. Eles se perderam nos grandes programas, onde piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político se associaram contra o povo brasileiro”, disse. Segundo estimativas, o Brasil gasta US$ 100 bilhões por ano para transferir renda aos rentistas, o que precisaria mudar para que o país voltasse a crescer.

O novo ministro deixou claro em seu discurso de posse os pilares que guiarão a nova gestão do Ministério da Economia. O objetivo de Guedes é promover a abertura da economia e a desburocratização do setor produtivo, para fins de promoção do crescimento nacional. A ampliação do sistema de crédito no país, abrindo-se oportunidades para que o capital privado possa investir no setor produtivo nacional, representa uma tentativa do governo de deixar a economia brasileira menos dependente dos recursos públicos provenientes de subsídios e de linhas de créditos oferecidas pelos bancos estatais. Uma forma de tornar a economia mais dinâmica.