O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou nesta quinta-feira (11) que a nova licitação das empresas de ônibus na cidade poderá ser internacional, ou seja, tentando atrair investidores de fora para operar o serviço de transporte público. Ele participou hoje da apresentação de uma verificação independente nas contas das atuais concessionárias e permissionárias, feita pela consultoria Ernst & Young.

Os auditores concluíram que é possível o município economizar nos repasses às empresas. Foi apontado que cerca de 10% das viagens não foram realizadas entre 2003 e 2013. Com isso, a prefeitura pagou por um serviço que não teve. Segundo Tatto, o novo edital de licitação previsto para o ano que vem deverá ter meios para evitar gastos desnecessários e punições mais rigorosas em casos como esse.

De acordo com ele, quatro razões podem explicar as partidas não realizadas: proposital por parte da empresa; trânsito; interferências na via, como acidentes e manifestações; e tecnologia defasada do sistema. O secretário falou sobre a atual situação e o que precisa ser melhorado.

Os contratos das atuais 16 empresas (concessionárias) e das nove cooperativas (permissionárias) venceram no ano passado, quando deveria ter ocorrido uma nova licitação. Porém, a prefeitura optou por estendê-los até que fosse feita essa varredura no sistema para diagnosticar eventuais falhas. O trabalho da Ernst & Young vai direcionar o novo edital.

De acordo com o secretário, será exigido mais das empresas, como ônibus com ar-condicionado, wi-fi, controle de partida e menos lotação. Ele diz acreditar que a operação não deverá ser mais cara em virtude disso.

Reordenação das linhas

A prefeitura trabalha na reestruturação das quase 1.300 linhas de ônibus. Segundo o secretário, será necessário traçar operações específicas para os horários de pico e entre picos, finais de semana e madrugada.   A partir do ano que vem, a SPTrans espera concluir a implantação das linhas de ônibus que circulam durante a madrugada. O objetivo é atender frequentadores da vida noturna e quem trabalha nesse horário. Uma das propostas é que os coletivos circulem exatamente sobre as linhas do metrô.