O Promotor Adjunto de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Rodrigo de Araújo Bezerra, instaurou inquérito civil público para apurar suposta prática de improbidade administrativa cometida no âmbito do DFTRANS. Segundo a Promotoria, a empresa Viação Terra Forte ofertado e pago propina a servidores do quadro institucional do órgão distrital, autarquia responsável por planejar, controlar e avaliar o transporte público.

Os servidores corrompidos deveriam fazer “vista grossa” para os problemas da empresa, que operava sem autorização do GDF. Os ônibus da Viação Terra Forte, em sua maioria, eram sucateados, possuíam pneus carecas e não tinham dispositivos básicos de segurança, como extintor de incêndio, por exemplo. As linhas faziam o trajeto Brasília/DF para cidades do entorno, como Planaltina/GO, por exemplo.

O processo está registrado no Sisproweb sob o nº 08190.019248/15-15 e pode ser consultado no site do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT. Os responsáveis pela empresa podem responder por crime de corrupção e, se condenados, serem punidos com pena de reclusão de dois a 12 anos, acrescido de multa.