Chuva em um canto, seca em outro. Em um país de tamanho continental como o Brasil essa é uma realidade presente no cotidiano da população. Enquanto o sul sofre com chuvas torrenciais, que alagam cidades inteiras e deixam a população desabrigada, parte do nordeste é castigado pela seca. Nesta quarta-feira, 27, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 106 municípios da Bahia em decorrência da estiagem.

Na semana passada, o governador Jaques Wagner já havia publicado no Diário Oficial do estado a declaração de emergência 110 municípios. Agora, foi a vez de o governo federal fazer o mesmo, apenas com quatro municípios a menos. Aproximadamente 30% das localidades baianas, a maioria localizada na parte central do estado, estão em situação de emergência devido a seca.

Agricultores alegam terem perdido toda a safra e o gado começa a morrer em decorrência da falta de água e alimento. O governo da Bahia tem percebido um movimento migratório do interior para as grandes cidades por causa da intensificação da seca nos últimos anos.

A declaração pública de situação de emergência serve para autorizar o recebimento de recursos públicos para abastecimento de água com carro-pipa, seguro-safra e bolsa-estiagem. Outro benefício, este que depende da Previdência Social, é a antecipação de benefícios, medida emergencial para tentar garantir a subsistência da população castigada pela estiagem. Cada município deve fazer o próprio decreto, que precisa ser homologado pelo estado e reconhecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.