O jornal DCI de ontem, 5, trouxe interessante matéria sobre a ineficiência da gestão pública no trato dos resíduos sólidos. O Aterro Sanitário Delta A, de Campinas-SP, está no limite de sua vida útil. Seu fechamento, prorrogado diversas vezes, esta previsto para o final de março. Por conta disso, a Prefeitura publicará ainda nesta semana um edital para contratar uma empresa que transporte o lixo produzido na cidade para outro município da região ao custo anual estimado de R$ 53 milhões.

Atualmente, todo o processo que envolve a coleta, varrição e o aterramento de 1,3 mil toneladas diárias de resíduos custam R$ 80 milhões, ou seja, a partir de agora, a administração gastará R$ 133 milhões com este tipo de serviço. A Prefeitura está em fase de elaboração de uma Parceria Público-privada – PPP para reformular completamente o sistema de coleta, despejo e tratamento do lixo na cidade. Um processo de licitação já foi aberto, mas foi questionado por meio da interposição de recursos judiciais.

Leia a matéria na íntegra no site do DCI.

Comentários do CAB: A solução paliativa sairá bem mais cara do que o modelo atual. Porém, como não há outra solução até que o novo sistema de lixo seja implementado, o jeito é resignar-se com a atual situação. Os lixões, tal como se apresentam, são grandes vilões do meio ambiente e da sociedade, já que, além da contaminação causada pelo chorume, pessoas acabam trabalhando em condições sub-humanas, sujeitas a doenças que podem provocar até a morte do indivíduo.