A juventude é um marco respeitável na sociedade já que por meio desta que mudanças e soluções para o futuro surgirão. O desafio é como fazer a integração destes com toda a sociedade para que haja a consolidação da democracia em um país que tem por peculiaridade ser cheio de diversidade. O número dos jovens, segundo dados da Presidência da República, chega a ser de 50 milhões de jovens com idade entre 15 e 29 anos demonstrando de forma cabal que estes são basilares na nação.

Os jovens são os mais atingidos pelas transformações no mundo do trabalho, na sociedade, e nas formas de violência e com isso o poder público e a sociedade civil devem realizar e cumprir planos e atuações direcionadas a proteger, capacitar e gerar oportunidades aos jovens, de modo a torná-los aptos para o exercício de seus direitos fundamentais.

Os jovens possuem necessidades especificas e diante do desafio de atendê-las, o Governo Federal passou a reconhecer que a juventude não é única, mas sim heterogênea, com características distintas que variam de acordo com aspectos sociais, culturais, econômicos e territoriais. Este novo olhar inaugurou uma nova concepção de política pública, que considera a juventude como um segmento social portador de direitos e protagonista do desenvolvimento nacional.1

Nesta segunda-feira a Presidência da República dispôs sobre a criação da Revista Eletrônica Juventude e Políticas Públicas2, doravante denominada REJPP que é uma revista técnico-científica que tem por objetivo dar visibilidade à produção técnica e acadêmica sobre temas correlatos a políticas públicas de juventude tendo também como princípios o acesso livre e aberto à informação e ao conhecimento e o estímulo à produção de jovens pesquisadores.

A Revista será publicada exclusivamente em meio eletrônico e de periodicidade semestral. E a forma de seleção dos artigos será por meio de análise de comissão de avaliação instituída a cada edição, pelo sistema de duplo cego (double blind review).

Destaca-se a inciativa de se implementar a seleção por meio deste sistema já que o duplo cego é aquele em que tanto autores quanto avaliadores permanecem anônimos durante o processo de avaliação do artigo podendo assim ser garantido de certa forma,  uma liberdade de expressão.

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1Guia de Políticas Públicas de Juventude. Brasília: Secretaria-Geral da Presidência da República, 2006. 48 p. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_tematicos/tematico_juventude_br.pdf.> Acesso em: 03/11/2014.

2 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Secretaria-Geral. Portaria nº 32, de 31 de outubro de 2014. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 03 nov. 2014. Seção 1, p. 04.