Mesmo sem casos suspeitos de ebola, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal – SES/DF anunciou a aquisição emergencial de 2.300 kits de saúde que serão usados em pacientes que venham contrair Ebola no DF. Segundo o órgão, por se tratar de uma epidemia, a licitação será dispensada para essa compra.

A aquisição compreende produtos diversos como protetor facial com viseira flexível, óculos de proteção, botas de PVC, macacão impermeável, avental de napa, propé, bota descartável e saco vermelho para coleta de resíduo hospitalar. A compra emergencial vai atender a uma demanda específica do Hospital Regional da Asa Norte – HRAN, o escolhido para tratar pacientes com suspeita da doença, e das demais unidades da rede de saúde.

Após a escolha da empresa fornecedora, os materiais deverão ser entregues em duas parcelas, com 15 e 30 dias após o pedido. Os valores ainda estão sendo pesquisados pelo setor de licitação do órgão.

Segundo a secretaria, os materiais serão necessários para proteger os profissionais envolvidos na assistência direta ou indireta a pessoas com suspeita de infecção pelo vírus Ebola. Sem os itens, de acordo com a justificativa da SES, pacientes e profissionais da saúde correm risco de morte, caso a doença apareça em Brasília ou na região do entorno.

O DF não registrou casos suspeitos da doença. Um paciente chegou a ser internado, mas a suspeita de ebola foi descartada. O Hospital Santa Lúcia, em Brasília, informou que o homem teve uma infecção intestinal. O paciente era comissário de bordo e veio do Panamá. Ele esteve em Brasília para uma conexão e passa bem.

Comentários do CAB: Não se questiona a importância dos itens comprados. Uma grande capital, com é o caso de Brasília, não pode ficar sem os equipamentos necessários para lidar com uma doença tão terrível quanto o Ebola. A quantidade a ser adquirida (2,3 mil itens) é que pode ser questionada.  É um montante um tanto elevado para um local em que o risco de contaminação é considerado baixíssimo, segundo a Organização Mundial da Saúde.