O Senado Federal autorizou a União a contratar operação de crédito externo, no valor total de até 39,8 bilhões de coroas suecas, mais o montante de até US$ 245,3 milhões  com a agência de crédito à exportação sueca Swedish Export Credit Corporation – AB SEK (AB Svensk Exportkredit). Os recursos dessa operação destinam-se a financiar o Projeto F-X2. O projeto refere-se a compra de aviões do tipo caça da Suécia, da marca Gripen, acertado em 2013.

O desembolso dos créditos deverá ocorrer entre 2015 a 2026, de acordo com cronograma informado pela Aeronáutica. Cada montante será amortizado em 30 parcelas semestrais, sendo a primeira parcela devida pelo Governo Federal, em 15 de abril de 2025.

A operação de crédito deverá ser realizada nas duas moedas, com a incidência de uma taxa de juros baseada na Taxa de Juros de Referência Comercial (CIRR) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Projeto F-X2

O projeto F-X2 é um programa de reequipamento e modernização da frota de aeronaves militares supersônicas da Força Aérea Brasileira – FAB. O projeto foi criado no governo Lula para substituir o programa anterior denominado FX.

Apesar da tecnologia sueca, Brasil produzirá os aviões de combate.
Os caças serão produzidos pela Embraer.

Em 2006, o Governo Federal anunciou licitação para a aquisição de 36 aeronaves. Após mais de 10 anos de discussão, em dezembro de 2013 foi anunciado que o Governo Brasileiro optou pela aquisição do Saab JAS 39 Gripen NG.

Somente em abril deste ano, a Embraer assinou um acordo com a sueca Saab para desenvolver os caças do Projeto FX-2. As empresas trabalhariam nos sistemas, testes de vôo, montagem e entrega das versões do Gripen NG (caça adquirido pelo Brasil).

O Gripen NG deverá substituir os F-5 americanos, que há mais de 30 anos estão em uso. A compra dos aviões deve custar ao Brasil mais de 13 bilhões de reais.

Licitação

A licitação para a compra do Gripen NG teve uma repercussão muito grande no América Latina, posto que vários países aguardavam a decisão brasileira para também decidirem as suas compras.

A concorrência deveria considerar a aquisição posterior pelo país de mais aeronaves do mesmo modelo vencedor do certame. Durante a licitação fabricantes dos Estados Unidos, Europa Ocidental e Rússia apresentaram suas propostas.

Inicialmente os aviões considerados como favoritos eram o caça russo Sukhoi Su-35 e o francês Dassault Rafale. Em 2008, a FAB anunciou que a aeronave russa estava fora da concorrência, gerando grande polêmica entre os analistas, posto que o acordo de venda do caça era melhor por incluir transferência total de tecnologia.

Em 2009, iniciou-se o processo final de avaliação técnica para  a aquisição das aeronaves. Neste mesmo ano o Presidente Lula firmou acordo para a aquisição de material bélico com a França, incluindo submarinos e transferência tecnológica para a construção de submarino nuclear. Neste acordo também estava a negociação do Rafale. O Presidente, no entanto, deixou claro que a preferência pelo caça francês não prejudicaria a concorrência.

Em janeiro de 2010, a imprensa noticiou que o relatório final de avaliação da Força Aérea Brasileira colocou o Gripen NG à frente dos outros dois candidatos. A decisão baseou-se no custo o custo global dos novos aviões.