O Senado Federal deu início a modernização dos procedimentos internos implantando o processo eletrônico. A partir de agora, toda a gestão, tramitação e produção de documentos será feita por meio digital, abolindo de vez o uso do papel. Estima-se que a implantação do sistema trará ao Senado uma economia de R$ 2 milhões de reais por ano, valor este que é gasto na compra de mais de três milhões de folhas de papel usadas em despachos internos e impressões.

Segundo a diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, o Senado conseguiu efetivar a mudança somente com recursos próprios, sem onerar o orçamento. “Talvez não sejamos a primeira instituição a fazer isso, mas somos aquela que o fez usando a maior racionalidade econômica, aproveitando melhor os recursos públicos dos quais o Senado se utiliza”, explicou.

O advogado Jaques Fernando Reolon aprovou a atitude e lembrou que as vantagens não são meramente financeiras. “A utilização efetiva de processo eletrônico amplia a transparência e facilita aos cidadãos o acesso aos atos da Casa. Além disso, a produtividade dos servidores deve aumentar muito, pois um sistema processual eletrônico agiliza a elaboração de documentos e a formalização de atos administrativos, por meio da redução da burocracia e das dificuldades oriundas da utilização de papéis”, destacou Jaques. Para o advogado esse é um exemplo de boa gestão que deveria ser utilizado pelos demais órgãos e entidades do Executivo e Judiciário.

Os processos antigos, em papel, terão a tramitação encerrada e serão mantidos no meio físico apenas para consultas. O Processo eletrônico começou a ser implantado no Senado em abril de 2012, na gestão do ex-senador José Sarney, com a aquisição do Sigad, e em agosto de 2013, foi adotado na tramitação dos processos. De agosto até o primeiro semestre de 2015, a adoção do Sigad reduziu em 55% a produção de processos no Senado. A efetiva implantação do processos eletrônico foi concluída na gestão do atual presidente, Renan Calheiros, com apoio efetivo da primeira secretaria, gerida pelo senador Vicentinho Alves.