O presidente do Tribunal de Contas da União – TCU, Aroldo Cedraz, deu prazo de cinco dias para a Controladoria-Geral da União – CGU  explicar como calculou que o prejuízo causado à Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas, estado norte-americano, foi de US$ 659 milhões. O valor apontado pela CGU é inferior aos US$ 792 milhões identificado pelo Tribunal de Contas como o passivo gerado pela aquisição da unidade. Em julho, os ministros do TCU condenaram 11 diretores da Petrobras pelo negócio.

A companhia brasileira comprou metade da refinaria em 2006 do grupo belga Astra. O negócio foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da estatal, época presidido pela então de ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Uma pendenga judicial, em que a Petrobras saiu derrotada, obrigou a estatal a arrematar o restante da unidade, pagando US$ 885 milhões.

A investigação interna da Petrobras, aberta a partir das informações prestadas pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa ao Ministério Público, alcançará o fundo de pensão da empresa, o Petros.

Dois escritórios de advocacia, contratados pela estatal para apurar as irregularidades apontadas durante a Operação Lava Jato, estenderão o trabalho ao Petros. A ampliação das apurações foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do fundo de pensão.