O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT abriu um inquérito civil público para apurar suposta ilegalidade na contratação do Grupo Bandeirantes. A Terracap teria firmado contrato com a emissora para a realização, organização e cobertura da etapa do Mundial de Fórmula Indy em 2015, que teria como palco o Autódromo Internacional Nelson Piquet no dia 8 de março.

Mesmo com a suspensão da corrida, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do MPDFT – Prodep quer investigar algum possível repasse que possa ter ocorrido. O termo de compromisso foi assinado na gestão anterior, no governo de Agnelo Queiroz. Na época, a Terracap chegou a afirmar que tinha optado por anular todos os contratos firmados até então.

O Inquérito Civil Público está registrado no Sisproweb sob nº 08190.108597/15-10.

Cancelamento da etapa Brasília da Indy

A etapa de Brasília abriria o calendário da temporada 2015, mas foi cancelada em razão da crise financeira do

Terracap e a Band são investigados pela Promotoria do DF
Autódromo seria reformado para receber a Indy

Distrito Federal. Estava prevista a reforma do autódromo para que estivesse em melhores condições de receber os pilotos, as equipes e o público. O próprio governador eleito, Rodrigo Rollemberg, teria ficado a par das negociações logo após sua eleição e concordado com os termos do contrato para a realização do evento. No entanto, após a posse e a constatação da grave crise, ele teria mandado cancelar o evento.

Em nota, o Grupo Bandeirantes, afirmou na época que a decisão foi tomada apenas pela Terracap, em uma atitude considerada “precipitada”. Na época, o governo do DF alegou que a medida era necessária para atender a uma recomendação do MPDFT, que entendeu que o contrato para a realização da corrida era “lesivo aos cofres públicos”. A Band, no comunicado oficial, também se comprometeu a devolver o valor dos ingressos já comprados pelos fãs da Indy que iriam assistir ao evento no autódromo da capital.

Irregularidades e falta de transparência

Na época, o Ministério Público também divulgou uma nota comentando o cancelamento. De acordo com o órgão, foi solicitada a suspenção do evento em razão da ilegalidade encontrada em atos administrativos. O MPDFT afirmou que o contrato teria sido assinado sem a presença de testemunhas e sem data clara, o que comprometeria a lisura do processo. O documento afirmava que o GDF se comprometia a repassar mais de R$ 37 milhões à Bandeirantes pela publicidade do evento.

A reforma do autódromo estava orçada inicialmente em R$ 98 milhões, mas teve o valor reajustado para mais de R$ 312 milhões. Esse exponente aumento do montante também teria sido o responsável por acender o sinal vermelho, segundo a visão do Ministério Público.

Assista ao comunicado da Band sobre o cancelamento da Fórmula Indy: