O Ministro da Cultura expediu nesta terça-feira, 14, a Portaria nº 58/2015 que homologa o tombamento do Complexo do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira – HJKO, considerado o primeiro hospital de Brasília. Situado na Região Administrativa do Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal, a unidade de saúde foi construída em apenas 60 dias para atender aos trabalhadores da construção civil. O hospital foi inaugurado em 06 de julho de 1957. O processo de solicitação do tombamento foi aberto pelo Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional – Iphan junto ao ministério.

A área foi tombada pelo Ministério da Cultura em razão do valor histórico.
O hospital tombado se localiza no Museu VIvo da História Candanga.

Para o advogado Jorge Ulisses Jacoby Fernandes é relevante a preocupação com a preservação de memória cultural. “Infelizmente, o ato de tombar é completamente desassociado das fontes de recursos para a manutenção da memória nacional. Seria de fundamental importância que, no ato de tombamento, fosse cumprida a Lei de Responsabilidade Fiscal – que dispõe o dever de prever as fontes de recursos quando o poder público assumir novos encargos”, afirma. Segundo Jacoby, a segregação de funções vem gerando a proliferação de espaços tombados sem nenhuma manutenção.

O Hospital JKO

Com seus 1.265 m² de área edificada em madeira, o hospital abrigava ambulatório 24 horas (com 50 leitos), oito enfermarias, dois centros cirúrgicos, salas de raio-x, laboratórios de análise clínica, sala de ortopedia, maternidade, berçário, farmácia, sala de dentista, serviços gerais, administração, residência para médicos e funcionários com famílias e alojamentos para solteiros. Atualmente, no local, está instalado o Museu Vivo da Memória Candanga.

Com a inauguração do Hospital Distrital, no Plano Piloto, em 1960, o HJKO foi deixando de ser utilizado progressivamente. A partir de 1968, começou a funcionar apenas como posto de saúde para atender aos moradores do Núcleo Bandeirante e das cidades e invasões próximas. Foi em 1974 que o HJKO foi totalmente desativado após a implantação dos serviços de saúde no Núcleo Bandeirante. Contudo, permaneceram habitando a área, em situação irregular, muitos ex-funcionários do hospital e outras famílias que foram agregando-se à população da área.