As obras da ferrovia Transnordestina receberão uma suplementação de mais de R$ 1,2 bilhões. O Ministério da Fazenda, por meio da Portaria nº 285, de 09 de julho de 2014, concedeu anuência para a contratação de aditivo de suplementação de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste – FDNE, permitindo-se a contratação de um aditivo de suplementação no valor de R$ 1.204.091.700,00. A suplementação de verba se dará pela emissão de debêntures, conforme determina a norma.

A obra ferroviária Transnordestina deverá ligar o Porto de Pecém localizado no Ceará ao Porto de Suape, em Pernambuco; além do cerrado do Piauí, situado no município de Eliseu Martins. Serão mais de 2.000 quilômetros de ferrovia que passarão por 81 municípios.

O projeto tem como objetivo elevar a competitividade da produção agrícola e mineral da região e melhorar a logística de transporte, pois vai unir a estrada de ferro a portos que podem receber navios de grande porte.

Os investimentos totais são de R$ 5,3 bilhões, com participação de R$ 2,6 bilhões do FNDE, ou seja, 50% do empreendimento. A Sudene já liberou recursos de R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 56% dos recursos alocados ao projeto.

As obras se iniciaram em 2006 e tinham previsão para se encerrarem em 2010. Uma série de entraves fizeram com que o prazo de conclusão fosse estendido para 2016.

A ferrovia deveria ser construída pelo Governo Federal, mas por problemas essencialmente de ordem financeira, o projeto foi entregue para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que criou a empresa Transnordestina Logística S.A. (TLSA) para ser concessionária da obra. O Governo, então, firmou compromisso de garantir financiamentos e os estados realizarem as desapropriações.